Sónia Moreira

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Como médica e mãe criei este espaço de partilha de informação e de experiências. Ora mais formal, com referências bibliográficas científicas fidedignas para manter os interessados sobre o tema o mais atualizados possível. Ora mais informal, mostrando o lado mais humano dos médicos e pondo a descoberto alguma da experiência que tenho adquirido nestas “areias movediças” que são a Maternidade.

Os protagonistas deste blog são o Pedro, o Pai e o Pirata, rafeiro que adotamos em Junho de 2015 sob o olhar atento desta Mãe/ Esposa/ Médica. Leiam, coloquem dúvidas e partilhem, prometo escrever sobre os mais variados temas que despertam naqueles que convivem com mais “Pedros”, “Pais” e “Piratas”.

UM DIA MAIS MÃE, OUTRO DIA MAIS MÉDICA!
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Porque devemos vacinar os nossos filhos sem hesitar!

 

Quem me conhece sabe que fui educada a respeitar opiniões/ pontos de vista diferentes dos meus. Isso aplica-se a diversos campos, contudo, há uma exceção: não consigo concordar com os movimentos anti-vacinas dos quais ouvimos falar nos últimos tempos.

Felizmente, como médica de família nunca tive nenhuma família que recusasse a administração das vacinas incluídas do Plano Nacional de Vacinação (PNV) aos seus filhos.

Infelizmente, ouço, volta e meia, relatos de amigos/ colegas de trabalho que já se depararam com tamanho desafio. Se até alguns anos (não no meu tempo) o que o médico dissesse era lei, na atualidade estamos perante o contrário. Temos famílias/ utentes cada vez mais informados, mais exigentes com a própria saúde e privilegiam a tomada de decisão consciente. E bem, não é? Não é bem, e passa a ser mau/ péssimo quando temos famílias que questionam pilares fundamentais da saúde – a prevenção primária (prevenção antes de existir doença). Passamos do 8 para o 80. Passamos do respeito por um pilar fundamental da saúde e dos cuidados de saúde primários para um total desrespeito da saúde individual e coletiva. Sim coletiva! Vou passar a explicar…

Há vários estudos científicos que demonstram que muitos utentes com doenças crónicas, como Hipertensão Arterial (HTA) e Diabetes (DM) não cumprem com a medicação prescrita pelo médico assistente. É verdade, muitas vezes é uma luta inglória… Na minha lista de utentes: há aqueles que tenho a certeza que não tomam a medicação que prescrevi, os que desconfio que não tomam e aqueles que nunca chegarei a saber se a tomam verdadeiramente. E muitas vezes para reforçar a importância do controle da sua doença e da toma dos medicamentos uso argumentos como “está em risco de ter um enfarte, uma trombose“. O certo é que a atitude que tomarem irá ter repercussões na sua própria saúde, sua família e, indirectamente, em todos nós. Terá repercussão nos outros ou em nós quando aquele utente tiver uma complicação da sua doença, empobrecendo o Serviço nacional de Saúde e os nossos bolsos. Tudo bem, tem interferência em todos, mais do ponto de vista financeiro… Pode aquecer e arrefecer nos nossos bolsos, nunca chegaremos a perceber verdadeiramente o seu real impacto.

Mas quando um ato do nosso vizinho/ nosso colega de trabalho/ aquela pessoa que ia sentada ao nosso lado no autocarro tem interferência na nossa saúde?

O problema de tomar ou não tomar uma vacina NÃO TEM IMPACTO DIRETO APENAS NO PRÓPRIO. Tem impacto em TODOS NÓS. Já ouviram falar da imunidade de grupo? Em que consiste? Em locais com elevadas coberturas vacinais a comunidade beneficia da chamada imunidade de grupo, ou seja, quanto maior a proporção de pessoas vacinadas menor a circulação do microorganismo causador da doença, com proteção indireta das pessoas não vacinadas. A imunidade de grupo confere proteção aos que não podem ser vacinados, por exemplo, por não terem atingido ainda a idade recomendada para a administração de vacinas (isto ocorre sobretudo no 1º ano de vida das crianças).

 

O PNV mudou o panorama das doenças infeciosas a nível nacional, concorreu para a redução da mortalidade infantil, para o desenvolvimento do país e contribuiu ainda para momentos marcantes na história da humanidade como: a erradicação (mundial) da varíola em 1977 e a eliminação da poliomielite na região europeia da Organização Mundial de Saúde em 2002. Neste momento o PNV protege-NOS de 13 importantes doenças infeciosas, discriminadas uma por uma neste artigo. Isto tudo para percebermos o quão sortudos somos por vivermos nesta era. Na era, em que que alguns de nós questionam o seu verdadeiro impacto. O resultado da vacinação gratuita disponibilizada pelo SNS traduz-se numa melhoria geral de todos os indicadores de saúde, incluindo esperança média de vida.

Por isso, decidi escrever este artigo. Uma compilação da informação respeitante a cada vacina do Plano Nacional de Vacinação para usar por todos. Todos temos MEMÓRIA CURTA ou até nem temos memória (porque não éramos nascidos) de doenças completamente erradicadas, graças ao Plano Nacional de Vacinação. Há doenças que não sei diagnosticar, que felizmente só as conheço nos livros. Portanto, este é um artigo que compila informação das vacinas do Plano de Vacinação Amaeeos3p’s- vacinas para consultar pelos utentes e profissionais de saúde que queiram esclarecer melhor a população. Melhor ainda… Porque uma imagem vale mais que 1000 palavras, fiz uma seleção de imagens (de arrepiar) destas doenças. Se tem dúvidas em vacinar, consulte essas imagens pois são argumentos mais que válidos para “Vacinar sem hesitar”!

Doenças alvo do Plano Nacional de Vacinação. Fonte: Direção Geral de Saúde (DGS)

 

1.Varíola

 

. Causa: vírus varíola (vírus Orthopoxvirus variolae)

. Transmissão: pessoa a pessoa

. Sinais e sintomas: inicialmente com manchas vermelhas na língua e boca associadas a febre. Posterior dissipação das manchas em todo o corpo. Pelo 4º dia as manchas transformam-se em feridas cheias de secreções espessas que se transformam em pus, durante cerca de 10 dias. Segue-se formação de crostas com posterior cicatrização.

. Curso/ história natural/ complicações: maioria das pessoas afetadas recuperam, mas 3 em cada 10 morrem.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina? A vacina não é composta pelo vírus da varíola, mas por um vírus chamado “vaccinia“, vírus semelhante ao da varíola.

. Segurança da vacina: é segura, mas pode ocasionar febre, manchas no corpo e dores musculares

. Eficácia da vacina: 95% de eficácia.

. Resultados da vacinação: ERRADICAÇÃO total da varíola no mundo desde 1977.

Erradicação da Varíola no mundo. Fonte: CDC

 

2. Difteria

 

. Causa: bactéria Corynebacterium diphtheriae

. Transmissão: pessoa a pessoa (essencialmente via respiratória)

. Sinais e sintomas: febre, fraqueza, perda de forças, aumento dos gânglios no pescoço. Destruição dos tecidos do aparelho respiratório com formação de uma membrana espessa na garganta e nariz (“pseudomembrana”), da qual resultam francas dificuldades respiratórias. A toxina da bactéria pode igualmente espalhar-se por todo o corpo e afetar o coração, rins e nervos.

. Curso/ história natural/ complicações: Antes da existência da vacina, cerca de metade das pessoas que fossem afetadas morriam. As complicações da doença incluem: bloqueio das vias respiratórias, danos no músculo cardíaco (miocardite), danos dos nervos (polineuropatia), perda da capacidade de se movimentarem (paralisia) e infeção pulmonar com falência respiratória.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina? Atualmente existem 5 tipos de vacina:

-Difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b, poliomielite e hepatite B (hexavalente DTPaHibVIPVHB)

-Difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b e poliomielite (pentavalente DTPaHibVIP)

-Difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite (tetravalente DTPaVIP)

-Tétano, difteria e tosse convulsa, doses reduzidas (Tdpa)

-Tétano e difteria, doses reduzidas (Td)

. Segurança da vacina: segura. Raros/ ligeiros efeitos secundários, dependendo do tipo de vacina administrada, nomeadamente reações locais (vermelhidão, inchaço e dor) ou reações generalizadas como febre, perda de apetite e vómitos.

. Eficácia da vacina: Estima-se que as vacinas que contêm toxóide da difteria protejam quase todas as pessoas (95 em 100) por aproximadamente 10 anos. A proteção diminui com o tempo, por isso os adultos precisam receber um reforços de TD (tétano e difteria) de acordo com as recomendações de cada país.

. Resultados da vacinação: em 2016 obteve-se 98% de taxa de cobertura de vacinação.

3. Tétano

. Causa: bactéria Clostridium tetani 

. Transmissão: ao contrário da maioria das doenças infeto-contagiosas, o tétano não se transmite pessoa a pessoa. A bactéria é encontrada no solo, lixo e estrume e entra no corpo através de lacerações/ cortes/ feridas na pele, através do contato com objetos contaminados.

. Sinais e sintomas: dores na mandíbula, febre, suores, espasmos (contrações) involuntárias nos músculos (incluindo estômago), rigidez muscular dolorosa em todo o corpo, dificuldades em engolir, convulsões, cefaleias, alterações na pressão arterial e ritmo cardíaco.

. Curso/ história natural/ complicações: aperto das cordas vocais (laringoespasmo), fraturas ósseas, infeções, embolia pulmonar (através de coágulos libertados na corrente sanguínea), pneumonia, dificuldade respiratória. Antes da existência da vacina morriam 1 a 2 em 10 eram fatais.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina? Atualmente existem 5 tipos de vacina:

-Difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b, poliomielite e hepatite B (hexavalente DTPaHibVIPVHB)

-Difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b e poliomielite (pentavalente DTPaHibVIP)

-Difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite (tetravalente DTPaVIP)

-Tétano, difteria e tosse convulsa, doses reduzidas (Tdpa)

-Tétano e difteria, doses reduzidas (Td)

. Segurança da vacina: segura. Efeitos secundários ligeiros locais (vermelhidão, inchaço e dor) e generalizados/ sistémicos (febre, perda de apetite e vómitos). Efeitos dependem do tipo de vacina administrada (isolada ou combinada com outras).

. Eficácia da vacina: depende do tipo de vacina (dentro dos 4 tipos de vacinas disponíveis), variando de 95 a 100%. Proteção diminui com o tempo, em aproximadamente 10 anos.

. Resultados da vacinação: como a doença não se transmite pessoa a pessoa, o seu sucesso depende da vacinação individual. Em Portugal, houve uma descida do nº de casos a partir dos anos 70. Os dois últimos casos de tétano neonatal foram notificados em 1996 e, nos últimos anos, ocorreram apenas casos esporádicos  (0 a 3 casos anualmente, desde 2010) em adultos não vacinados.

Casos notificados de Tétano em Portugal 1958-2015. Fonte: DGS

 

4. Tosse convulsa

. Causa: Bactéria Bordetella pertussis

. Transmissão: pessoa a pessoa, via aérea (tosse ou espirros)

. Sinais e sintomas: no início semelhantes a um resfriado comum ou associados a tosse ou febre. Nos bebés a tosse pode ser mínima ou inexistente e, ao invés, apresentarem paragens da respiração (apneia). Em fases mais avançadas da doença podem existir ataques de tosse, finalizadas por “gritos”, vómitos e exaustão após os acessos de tosse. Doença mais perigosa nos bebés do que em adultos.

. Curso/ história natural/ complicações: cerca de metade das crianças com idade inferior a 1 ano necessitam de hospitalização devido a complicações como pneumonia, convulsões, apneia (paragens de respiração), afeção do cérebro (encefalopatia). 1 em cada 100 podem morrer. Manifestações clínicas menos perigosas nos adolescentes e adultos.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina? Existem 4 vacinas combinadas disponíveis em Portugal:

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b, poliomielite e hepatite B (hexavalente DTPaHibVIPVHB);

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b e poliomielite (pentavalente DTPaHibVIP)

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite (tetravalente DTPaVIP)

– Vacina contra tétano, difteria e tosse convulsa, doses reduzidas (Tdpa)

. Segurança da vacina: segura. Efeitos secundários ligeiros locais (vermelhidão, inchaço e dor) e generalizados/ sistémicos (febre, perda de apetite e vómitos). Efeitos dependem do tipo de vacina administrada (isolada ou combinada com outras).

. Eficácia da vacina: 98 a 100%, eficácia diminui com o tempo. 7 em cada 10 pessoas estão completamente protegidas no 1º ano pós vacinação. 3 a 4 pessoas em cada 10 estão protegidas após 4 anos de vacinação.

. Resultados da vacinação: atualmente a tosse convulsa encontra-se controlada em Portugal. Antes da vacinação das grávidas, morreram 2 recém nascidos em 2015 e 1 em 2016

Recentemente esta vacina foi alargada às grávidas de forma a permitir proteção passiva do recém nascido antes da sua vacinação (por passagem dos anticorpos via transplacentária) e proteção dos filhos contra doença grave e morte nas primeiras semanas de vida. Estima-se que cerca de 75% de grávidas tenham sido vacinadas, no âmbito do PNV, com a vacina Tdpa, em 2017.

5. Tuberculose

. Causa: Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.

. Transmissão: pessoa a pessoa. O bacilo pode alojar-se nos pulmões ou em qualquer outro órgão através da corrente sanguínea. Em geral, as  formas que afetam os pulmões e garganta são infeciosas e quando afetam outras partes do corpo (rins, coluna) não o são.

. Sinais e sintomas: dependem dos órgãos afetados. A tuberculose pulmonar pode cursar com sintomas como: tosse com duração igual ou superior a 3 semanas, dor tórax, expectoração com sangue. Outros sintomas podem incluir: cansaço, perda de peso, perda de apetite, arrepios, febre e suores noturnos.

. Curso/ história natural/ complicações: Nem todos os indivíduos portadores da bactéria que causa a tuberculose podem ficar doentes. Assim, existem 2 formas de tuberculose: latente e ativa/associada a doença propriamente dita. A forma latente cursa sem sintomas. Na maioria dos indivíduos que contactam com a bactéria, o sistema imunitário é capaz de combatê-la sem desenvolvimento de doença. Noutros, com sistema imunitário enfraquecido, a bactéria pode ficar activa, multiplicar-se e causar tuberculose.

. Prevenção: vacinação. Evitar contato com indivíduos afetados e locais com grande aglomerado de pessoas.

. Como funciona a vacinação? Administração de vacina de bacilos vivos atenuados de Mycobacterium bovis em Portugal apenas no grupo com idade inferior a 6 anos de idade, pertencentes a grupos de risco acrescido para tuberculose (mediante consulta do documento da DGS).

. Segurança da vacina: segura. Reações locais mais frequentes: nódulo vermelho que evolui para uma vesícula, seguida de uma úlcera, em 2 a 4 semanas (sem necessidade de tratamento). Reações adversas graves ou muito graves são raras.

. Eficácia da vacina: eficácia muito variável conforme localização. A vacina não evita a infeção com o bacilo da tuberculose humana, Mycobacterium tuberculosis, mas ajuda o vacinado a retardar a proliferação das micobactérias a partir do local de primo-infecção. A vacina reduz a letalidade por formas sistémicas de tuberculose, mas a eficácia da sua protecção contra a tuberculose pulmonar é controversa.

. Resultados da vacinação: elevada cobertura vacinal nos grupos de risco (sem acesso a dados estatísticos).

6. Poliomielite

. Causa: poliovírus

. Transmissão: pessoa a pessoa. O vírus vive na garganta e intestinos de indivíduos infetados.

. Sinais e sintomas: A maioria das pessoas infetadas com o poliovírus (cerca de 72 em 100) não desenvolverá sintomas. 1 em cada 4 indivíduos desenvolverá sintomas semelhantes a um resfriado como: dor de garganta, febre, cansaço, cefaleias e náuseas. Estes sintomas geralmente duram de 2 a 5 dias e desaparecem espontaneamente.Uma pequena proporção de indivíduos desenvolverá sintomas mais graves que podem afetar o cérebro e medula como: sensação de adormecimento/ “picadelas” nas pernas, meningite (infeção da cobertura/ revestimento do cérebro – 1 em cada 25 indivíduos), paralisia ou enfraquecimento dor braços, pernas ou ambos (1 em cada 200).

. Curso/ história natural/ complicações: A paralisia (incapacidade de mexer partes do corpo) é o sintoma mais grave, podendo levar a incapacidade permanente e morte. 2 a 10 em cada 100 indivíduos que desenvolvem paralisia muscular morrem por afeção dos músculos da respiração.

. Prevenção: vacinação. Existem 4 vacinas disponíveis em Portugal:

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b, poliomielite e hepatite B (hexavalente DTPaHibVIPVHB);

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae b e poliomielite (pentavalente DTPaHibVIP)

– Vacina contra difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite (tetravalente DTPaVIP)

-Poliomielite (VIP)

. Como funciona a vacina? Vacina inativada de vírus inteiros da poliomielite, dos tipos 1, 2 e 3 (VIP)

. Segurança da vacina: segura. Reações locais mais frequentes: endurecimento da zona e vermelhidão, que duram 2 a 3 dias. Reações adversas graves, habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: Maioria das crianças (99 crianças em 100) que recebem todas as doses recomendadas de vacina estão protegidas contra a poliomielite.

. Resultados da vacinação: a poliomielite encontra-se eliminada em Portugal. O PNV iniciou-se com uma grande campanha de vacinação contra a poliomielite, observando-se uma queda abrupta da incidência da doença em um ano (como se pode ver no gráfico abaixo). O último caso de poliomielite aguda por vírus selvagem em Portugal ocorreu em 1986.

Casos notificados de poliomielite aguda em Portugal 1950-2015. Fonte: DGS

 

7. Sarampo

. Causa: vírus Morbillivirus

. Transmissão: altamente contagioso, sobrevive no nariz e garganta dos indivíduos afetados. O vírus consegue sobreviver cerca de 2h no ambiente onde a pessoa infetada tossiu ou espirrou.

. Sinais e sintomas: surgem aproximadamente 7 a 14 dias após infeção com sintomas iniciais de febre alta, tosse,
sintomas gripais, olhos vermelhos e lacrimejantes (conjuntivite). 2 ou 3 dias após surgem pequenas manchas brancas (manchas de Koplik) dentro da boca. 3 a 5 dias após estes sintomas surgem manchas/ rash na pele, que se estende a todo o corpo.

. Curso/ história natural/ complicações: o sarampo pode ser grave em qualquer faixa etária. As complicações mais comuns são infeções nos ouvidos (1 em cada 10 crianças) que pode resultar em surdez e também diarreia (menos de 1 pessoa em 10). As complicações mais graves incluem pneumonia (a principal causa de morte em crianças) e infeção cerebral (encefalite), que pode levar a convulsões, surdez e atraso mental. Em cada 1000 crianças afetadas 1 ou 2 podem morrer com a doença.

. Prevenção: vacinação através da VASPR (vacina combinada – Vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola).

. Como funciona a vacina? Vacina combinada contendo vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica e da rubéola

. Segurança da vacina: Segura. As reações adversas mais frequentes (nas primeiras 24 horas): dor, vermelhidão, tumefação e sensibilidade, que duram 2 a 3 dias. As reações generalizadas mais frequentes: febre >39,4ºC,  manchas na pele e tumefação das parótidas. Estas reações são menos frequentes após a segunda dose. As reações adversas graves são habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: acima de 90% induzindo imunidade a longo prazo. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenir a doença (cerca de 95% das pessoas desenvolvem anticorpos protetores após a primeira dose e cerca 99% após a segunda dose).

. Resultados da vacinação:

Num contexto de aumento do número de casos e surtos de sarampo em vários países europeus, em 2016 e 2017, Portugal registou dois surtos de sarampo com um total de 27 casos confirmados incluindo um óbito. Os casos ocorreram em duas regiões de saúde, entre fevereiro e maio de 2017: 7 casos na região do Algarve (1,58 casos por 100.000 habitantes) e 20 casos na região de Lisboa e Vale do Tejo (0,55 casos por 100.000 habitantes). Dezassete casos (63%) não estavam vacinados, dos quais 5 não tinham ainda idade para estarem vacinados (<12 meses). Dezanove casos (70%) eram adultos, incluindo 12 profissionais de saúde, que contataram com casos de sarampo, o que esteve relacionado com o risco aumentado de exposição e maior intensidade de exposição.

A cobertura vacinal para a primeira dose da vacina contra o sarampo, avaliada aos 2 anos de idade, foi de 98% (coorte de 2015). A cobertura vacinal para a 2ª dose desta vacina, nos menores de 18 anos de idade, variou entre 96% e 98%.  As coberturas são mais elevadas do que as verificadas no ano anterior, no entanto, continuam a registar-se valores abaixo da meta em algumas áreas do País. Regra geral, a campanha da DGS de repescagem contra o sarampo, iniciada em 2017, surtiu bons resultados nos menores de 18 anos de idade, no entanto, ainda é necessário investimento nesta área, pois continua a registar-se atraso na vacinação aos 12 meses de idade!!!!

8. Rubéola

. Causa: vírus do género Rubivirus, o Rubella vírus

. Transmissão: pessoa a pessoa, através da tosse e espirros. Pode ser transmitida via tranplacentar (mãe-filho) durante a gravidez.

. Sinais e sintomas: nas crianças os sintomas são leves. Inicialmente podem surgir manchas no rosto e depois dispersas no corpo. Podem ocorrer sintomas prévios de febre baixa, cefaleia, vermelhidão nos olhos, desconforto generalizado, gânglios linfáticos aumentados, tosse ou sintomas gripais. Cerca de 25 a 50% dos doentes infetados com rubéola não exibem quaisquer sintomas.

. Curso/ história natural/ complicações: Até 70% das mulheres que contraem rubéola podem apresentar artrite (inflamação nas articulações). É raro acontecer nas crianças e homens. A complicação mais grave da rubéola é no caso de gravidez, podendo causar problemas graves para o feto (problemas cardíacos, perda de visão ou audição, atraso mental e danos no fígado e baço). Existe maior risco destas complicações se a rubéola for contraída durante o 1º trimestre de gravidez. Nalgumas situações pode ocorrer aborto, morte da mãe e do feto ou bebé após o nascimento.

. Prevenção: vacinação: VASPR (vacina combinada)

. Como funciona a vacina? Vacina combinada contendo vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica e da rubéola.

. Segurança da vacina: As reações adversas mais frequentes (nas primeiras 24 horas): dor, vermelhidão, tumefação e sensibilidade, que duram 2 a 3 dias. As reações generalizadas mais frequentes são: febre >39,4ºC,  manchas na pele, tumefação das parótidas. Estas reações são menos frequentes após a segunda dose. As reações adversas graves são habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: a vacinação é a forma mais efetiva de prevenir a doença (cerca de 98% das pessoas desenvolvem anticorpos protetores após a primeira dose e cerca de 99% após a segunda dose).

. Resultados da vacinação: os mesmos do sarampo, pois trata-se de vacina combinada.

 

“Sarampo e Rubéola movem-se rápido”. Fonte: CDC

 

9. Parotidite epidémica

. Causa: paramixovírus

. Transmissão: pessoa a pessoa (saliva ou muco proveniente da boca, nariz e garganta) e através do contato com objetos contaminados (copos, talheres, superfícies em contacto com os indivíduos afetados).

. Sinais e sintomas: bochechas e mandíbula inchadas, devido ao inchaço das glândulas salivares, associado a sintomas de febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e perda de apetite.

. Curso/ história natural/ complicações: alguns indivíduos afetados podem ter manifestações frustres da doença ou até nenhum sintoma. Maioria recupera em poucas semanas. As principais complicações desta doença são infeções cerebrais (meningite ou encefalite), que ocorrem raramente, e infeções no testículo (orquite), que atingem 3,3 a 10% dos doentes adultos. Afetam em 60 a 80% dos casos apenas um testículo, pelo que raramente causam infertilidade. A surdez era uma complicação comum nas crianças antes da vacinação e praticamente desapareceu. Durante a gravidez, a doença pode provocar aborto espontâneo.

. Prevenção: vacinação: VASPR (vacina combinada)

. Como funciona a vacina? Vacina combinada contendo vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica e da rubéola (VASPR)

. Segurança da vacina: As reações adversas mais frequentes (nas primeiras 24 horas) são: dor, vermelhidão, tumefação e sensibilidade, que duram 2 a 3 dias. As reações generalizadas mais frequentes são: febre >39,4ºC,  manchas na pele, tumefação das parótidas. Estas reações são menos frequentes após a segunda dose. As reações adversas graves são habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: A vacinação é a forma mais efetiva de prevenir a doença (cerca de 98% das pessoas desenvolvem anticorpos protetores após a primeira dose e cerca de 99% após a segunda dose).

. Resultados da vacinação: os mesmo do sarampo e rubéola, pois trata-se de vacina combinada.

10. Hepatite B

 

. Causa: vírus da Hepatite B.

. Transmissão: O vírus da hepatite B é transmitido quando sangue, sémen ou outros fluidos corporais infetados com o vírus da hepatite B entram no corpo de uma pessoa que não está infetada (transmissão de mãe para filho durante o parto; sexo com parceiro infetado, compartilhar agulhas, seringas ou outros equipamentos cortantes; compartilhar escovas de dentes, máquinas de barbear, lâminas de barbear; contato direto com sangue ou feridas abertas de pessoas infetadas; exposição ao sangue de picadas de agulha ou outros instrumentos cortantes de pessoas infetadas). O vírus da hepatite B não se espalha através da comida ou da água, utensílios para comer, amamentação, abraços, beijos, tosse ou espirros.

. Sinais e sintomas: os sinais e sintomas manifestados variam consoante a idade e alguns só se manifestam com o tempo. Alguns indivíduos podem não apresentar qualquer sintoma. Alguns sinais e sintomas de hepatite B são gerais e inespecíficos como: febre, cansaço, perda de apetite, náuseas, vómitos, dor abdominal, urina escura e dor nas articulações.

. Curso/ história natural/ complicações: alguns indivíduos conseguem resolver a doença, no entanto alguns podem desenvolver hepatite crónica. Alguns indivíduos podem permanecer assintomáticos e outros desenvolver cirrose ou cancro hepático (fígado). O risco de desenvolver hepatite B crónica é maior nas crianças. Por outro lado, aproximadamente 95% dos adultos recuperam completamente da infeção por hepatite B e não se tornam cronicamente infetados.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina?  Vacina contra hepatite B (VHB) monovalente ou combinada com as vacinas contra difteria (D), tétano (T), tosse convulsa acelular (Pa), doença invasiva por Haemophilus influenzae b (Hib), poliomielite (VIP)

  • VHB – Monovalente
  • DTPaHibVIPVHB – Hexavalente

. Segurança da vacina: reações locais mais frequentes (principalmente nas primeiras 24 horas): dor, vermelhidão e tumefação. As reações generalizadas mais frequentes são: febre, cefaleias, irritabilidade e fadiga. As reações adversas graves são habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: a vacinação é a forma mais efetiva de prevenir a doença (cerca de 95% a 99% das pessoas, desenvolvem anticorpos protetores, após a vacinação).

. Resultados da vacinação: taxa de vacinação em 2017 em Portugal acima dos 97%.

 

11. Doença invasiva por Haemophilus influenzae b

 

. Causa: Há 6 tipos de bactéria Haemophilus influenzae conhecidasentre as quais Haemophilus influenzae tipo b (Hib)

. Transmissão: em geral estas bactérias vivem no nariz e garganta de indivíduos saudáveis, mas em determinadas situações podem mover-se para outras partes do corpo e causar infeção. A transmissão ocorre via respiratória (gotículas).

. Sinais e sintomas: Pneumonia (tosse, febre, dificuldade respiratória, dor torácica, cansaço, cefaleia), “infeção no corpo”/ sangue – septicemia (febre, cansaço, náuseas, diarreia, confusão mental) e meningite (febre, cefaleia, rigidez no pescoço, náuseas, vómitos, intolerância à luz, confusão mental)

. Curso/ história natural/ complicações: pode cursar com Pneumonia, infeção sistémica (no corpo) e meningite. Mesmo com tratamento adequado, a doença pode cursar com complicações graves e mesmo morte.

. Prevenção: vacinação. No entanto a vacina disponível apenas protege contra Haemophilus influenzae tipo b e não os restantes tipos.

. Como funciona a vacina?  Vacina contra doença invasiva por Haemophilus influenzae b (Hib) monovalente ou combinada com as vacinas contra tétano (T), tosse convulsa, acelular (Pa), poliomielite (VIP) e hepatite B (VHB):

-Hib

-DTPaHib (não comercializada em Portugal)

-DTPaHibVIP – Pentavalente

-DTPaHibVIPVHB – Hexavalente

. Segurança da vacina: Reações locais mais frequentes (principalmente nas primeiras 24 horas): dor, vermelhidão e tumefação, que duram 2 a 3 dias. As reações adversas graves, habitualmente raras ou muito raras .

. Eficácia da vacina: Mais de 95% das crianças após completarem 2 a 3 doses A doença invasiva por Hib em uma criança completamente vacinada não é comum. Embora as vacinas Hib forneçam imunidade duradoura, desconhece-se a sua duração exata.

. Resultados da vacinação: em 2016 houve uma cobertura vacinal de 98%.

 

12. Doença invasiva por Neisseria Meningitidis grupo C (MenC)

. Causa: Os 6 principais tipos de bactéria Neisseria meningitidis associados à doença são A, B, C, W, X e Y. A vacinação é gratuita para o serogrupo C.

. Transmissão: pessoa a pessoa através do contacto com secreções respiratórias. Alguns indivíduos podem transportar a bactéria de forma transitória e mesmo assim transmitirem a doença.

. Sinais e sintomas: Início súbito de cefaleia, febre, rigidez no pescoço, náuseas, vómitos e intolerância à luz. Até 20% dos indivíduos afetados podem desenvolver doença “espalhada no corpo” (septicemia) acompanhada de lesões/ manchas na pele. Em crianças com idade inferior a 2 anos, estas manifestações são mais inespecíficas.

. Curso/ história natural/ complicações: A proporção de casos fatais da doença meningocócica é de 10% a 15%.

. Prevenção: vacinação

. Como funciona a vacina? A vacina MenC previne as infeções provocadas pela bactéria Neisseria meningitidis do serogrupo C. Não confere proteção contra outros serogrupos de Neisseria meningitidis ou outros microrganismos causadores de meningite ou infeção no sangue. No PNV é administrada de forma isolada.

. Segurança da vacina: As reações locais mais frequentes (principalmente nas primeiras 24 horas) são: dor, vermelhidão e tumefação. As reações sistémicas/ generalizadas mais frequentes são: choro, irritabilidade, sonolência ou alterações do sono, anorexia, náuseas, diarreia, dor abdominal e vómitos. Após os 2 anos de idade, são mais frequentes: cefaleias, mialgias e mal-estar. As reações adversas graves, habitualmente são raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: Estima-se que a percentagem de crianças vacinadas com títulos de anticorpos considerados protetores é entre 91% a 100%. Nos adultos, uma dose única dá lugar a uma resposta igualmente satisfatória.

. Resultados da vacinação: em 2015 com cobertura vacinal de 98%.

 

13. Vírus do Papiloma Humano HPV

. Causa: vírus papiloma humano (existem mais de 100 tipos de vírus do Papiloma Humano). Existem vírus HPV com maior potencial de causar cancro e condilomas  6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52, 58.

. Transmissão: via sexual, contato pele com pele, transmissão mãe- filho durante o parto normal.

. Sinais e sintomas: assintomáticas em fases precoces, podendo originar lesões genitais pré-cancerosas (colo do útero, vulva e vagina), cancro do colo do útero e verrugas genitais externas (condiloma acuminado).

. Curso/ história natural/ complicações: A maioria das infeções por vírus do Papiloma Humano regride espontaneamente, mas uma pequena percentagem evolui para cancro invasivo se não forem precocemente detetadas e tratadas. A evolução para cancro do colo do útero é muito lenta e sem sintomas. 100% dos casos de cancro do colo do útero estão relacionados com infeção por vírus do Papiloma Humano de “alto risco”, sendo este o 2º cancro mais comum entre as mulheres. 90% dos casos de condilomas estão relacionados com infeção pelos genótipos 6 e 11.

. Prevenção: vacinação. A vacina contra o HPV é uma vacina nonavalente, de tecnologia recombinante, que contem proteínas do vírus do Papiloma Humano dos tipos 6, 11, 16 e 18, 31, 33, 45, 52, 58.

. Como funciona a vacina? Atualmente a vacinação de rotina com HPV no PNV é recomendada às raparigas com idades entre os 10 e os 13 anos, num esquema vacinal de duas doses com intervalo de seis meses. A vacina previne as infeções por vírus do Papiloma Humano provocadas pelos genótipos 6, 11, 16,  18, 31, 33, 45, 52, 58. Nos rapazes é considerada vacina extraplano, como pode ler no artigo “Vacinas extra plano – uma ajuda para os pais indecisos!

. Segurança da vacina: As reações locais mais frequentes são dor, vermelhidão, tumefação, comichão e hematoma. As reações generalizadas mais frequentes incluem: cefaleias, febre, cansaço, tonturas e náuseas. As reações adversas graves, habitualmente são raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: A vacina é muito eficaz na indução de imunidade contra os tipos nela contidos. A eficácia clínica em jovens dos 9 aos 13 anos de idade é cerca de 99% um mês após a administração de
duas doses. A vacina não protege contra a infeção por outros tipos de HPV.

. Resultados da vacinação:  cobertura vacinal superior a 85% para a 1ª dose da vacina HPV e quase todas atingiram já a meta dos 85% para a 2ª dose.

 

14. Doença invasiva por Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos (Pn13)

 

. Causa: Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos (Pn13) (existem mais de 90 tipos conhecidos)

. Transmissão: pessoa a pessoa, via respiratória. Podem viver no trato respiratório de 5-90% de indivíduos saudáveis.

. Sinais e sintomas: pneumonia, infeção no corpo (septicémia), meningite e otite média aguda.

. Curso/ história natural/ complicações: podem causar pneumonia, infeção no corpo (septicémia), meningite e otite média aguda

. Prevenção: vacinação.

. Como funciona a vacina? Vacina protege contra Streptococcus pneumoniae dos serotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F (Prevenar 13)

. Segurança da vacina: As reações locais mais frequentes são: dor, vermelhidão, tumefação. As reações generalizadas mais frequentes foram: febre, irritabilidade, diminuição do apetite e perturbações do sono. A administração concomitante com a vacina hexavalente (DTPaHibVIPVHB) pode provocar um
aumento da ocorrência, transitória, de febre e convulsões. As reações adversas graves, são habitualmente raras ou muito raras.

. Eficácia da vacina: estima-se que Pn 13 tenha uma cobertura de 73-100% (dependendo do país) dos serotipos responsáveis por doença invasiva pneumocócica (DIP) nas crianças com menos de 5 anos de idade.

. Resultados da vacinação:  Em 2017, aos 3 meses de idade cerca de 95% das crianças já tinham cumprido o esquema recomendado para as vacinas em estudo (1ª dose das vacinas contra S. pneumoniae 13 e contra tosse convulsa).

PNV em vigor em Portugal. Fonte: DGS

 

A vacinação deve ser entendida como um DIREITO e um DEVER dos cidadãos. É um ato de CIDADANIA com defesa da saúde do próprio e de toda a comunidade!

Tenha acesso ao PDF dos argumentos para vacinar com as vacinas do PNV e das imagens das doenças que previnem. Um resumo muito ilustrativo de “Porque devemos vacinar os nossos filhos sem hesitar”.

Ainda neste blog pode consultar o artigo sobre vacinas extraplano “Vacinas extraplano – uma ajuda para os pais indecisos” com pdf resumo final para os cuidadores.

Recomendo também aos interessados a leitura no blog/ site “O teu médico de família” do artigo “Vacinas extra para todas as idades. Saiba quais são!“.

E por aí, são PRÓ-VACINAÇÃO? Acharam este artigo útil? Dêem-me a vossa opinião!

Obrigada por me lerem e acompanharem!

Sónia Moreira

Referências bibliográficas:

  • http://www.who.int/, acesso a 27 de Agosto de 2018
  • https://www.dn.pt/sociedade/interior/tosse-convulsa-tres-bebes-morreram-por-falta-de-vacinacao-5485748.html, acesso a 27 de Agosto de 2018
  • https://www.dgs.pt/, acesso a 27 de Agosto de 2018
  • https://www.cdc.gov/, acesso a 28 de Agosto de 2018
  • http://metis.med.up.pt/, acesso a 25 de Agosto de 2018

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