Sónia Moreira

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Como médica e mãe criei este espaço de partilha de informação e de experiências. Ora mais formal, com referências bibliográficas científicas fidedignas para manter os interessados sobre o tema o mais atualizados possível. Ora mais informal, mostrando o lado mais humano dos médicos e pondo a descoberto alguma da experiência que tenho adquirido nestas “areias movediças” que são a Maternidade.

Os protagonistas deste blog são o Pedro, o Pai e o Pirata, rafeiro que adotamos em Junho de 2015 sob o olhar atento desta Mãe/ Esposa/ Médica. Leiam, coloquem dúvidas e partilhem, prometo escrever sobre os mais variados temas que despertam naqueles que convivem com mais “Pedros”, “Pais” e “Piratas”.

Um dia mais mãe, outro dia mais médica!
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Diversificação alimentar no 1º ano de vida – passo a passo

A diversificação alimentar é um passo importante para o seu bebé e para os pais. Quando finalmente os pais e bebé estão completamente adaptados ao aleitamento materno e/ou artificial surge mais um desafio: começar a comer à colher. Nos tempos atuais o desafio que mais identifico na consulta é o da SIMPLIFICAÇÃO. Assim, é precisamente com esse objetivo que decidi criar este artigo e fazer estes panfletos, com a ajuda preciosa de uma médica da minha unidade – Dra Sandra Pereira à qual agradeço imenso.

Os pais podem encontrar em vários sites/ blogs informação sobre como devem fazer a diversificação alimentar e aventurarem-se na culinária dos mais pequenos, mas, por vezes o que fica a faltar é mesmo informação simplificada de fácil consulta. Por isso, ao invés de termos um panfleto geral do 1º ano de vida, elaboramos estes 4 panfletos adaptados à realidade do médico de família para que possam ser fornecida informação faseada consulta a consulta.

Eu sei que o meu Pedro já tem quase 4 anos e a diversificação alimentar parece que já foi há muito tempo num passado tão longínquo, mas garanto-vos que ainda tem repercussões atuais. É uma criança que come muito bem, melhor no infantário que em casa (penso que na vossa casa deve ser igual) e este assunto nunca me deu muitas dores de cabeça. Não gosta de alguns alimentos pontuais, mas nunca desistimos de lhe dar a provar, porque o interesse deles modifica muito ao longo do tempo. Orgulho-me muito quando come tomates ou bróculos e “menos” quando recusa sopa com legumes a boiar na água. Paciência, não se pode ter tudo!

No assunto da alimentação/ diversificação alimentar as minhas principais dicas gerais, como “mãe e médica” são:

  • SEJAM UM EXEMPLO. Se vocês pais não comerem “alface” na salada ou ervilhas (ou outro alimento), não esperem que os vossos filhos o façam. Eles seguem os bons e (infelizmente) também os maus exemplos dos papás. Claro que os pais também têm direito a não gostar de algo, mas não o devem valorizar em frente á criança (como fazer comida aparte, ou algo desse género).
  • É PROIBIDO AS CRIANÇAS NÃO SE SUJAREM. A alimentação é uma experiência muito importante que não envolve apenas o sentido do paladar, é preciso tocar, cheirar, ver… Por isso, é perfeitamente normal que se sujem mesmo muito a eles próprios e por baixo do local onde estão sentados!
  • NÃO USAR TECNOLOGIAS À MESA, este é um cliché eu sei. Mas também não venho para aqui dar sermões sobre tablets ou telefones, blá, blá, blá. Compreendo perfeitamente que podem ser úteis. Contudo, estou convicta que se desde cedo houver um hábito de TODOS os elementos da casa em não comer com telemóvel ou afins há mesa, que em breve terão um mini ditador como aquele que eu tenho em casa a apontar-vos o dedo por estarem a escrever ou ler uma mensagem à mesa. E tem razão, regras são regras!

E vocês, que experiência têm?

Sugerem mais dicas?

Acedam aos panfletos aqui:

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